O Projeto:


Rebobinando um pouco: Pegada de Carbono, se ainda tem dúvidas sobre o que significa, vamos conversar.

A expansão econômica tem sido, historicamente, a única meta da humanidade. Como resultado, estamos vivendo hoje uma crise climática sem precedentes  — marcada pelo desaparecimento da diversidade natural e pelo aquecimento das temperaturas. Isso se deve ao desequilíbrio de emissões de dióxido de carbono (CO2) e outras emissões de gases de efeito estufa (GEE), que aquecem a Terra. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) confirmou: é imperativo limitar o aquecimento global a 1,5 °C, a fim de garantir um clima mais estável e habitável. 

Para atingir essa meta, o mundo precisará reduzir pela metade suas emissões de CO2 até o ano 2030 e atingir emissões líquidas zero de CO2 até 2050. Depois disso, precisaremos trabalhar para nos tornarmos negativos em carbono. Só assim poderemos estabelecer uma Terra mais próspera, em que o meio ambiente esteja verdadeiramente em processo de restauração e as ameaças do aquecimento global sejam mínimas ou nenhuma. 

Fotógrafo: Rogério Cavalcanti – Óleo sobre Asfalto, São Paulo, Brasil (1997)
Origem

O termo tem dupla origem. Uma delas é a evolução do conceito de “pegada ecológica”, expressão criada no início de 1990 pelo ecologista canadense William Rees e pelo suíço Mathis Wackernagel, ambos pesquisadores da British Columbia University. Nesse sentido, uma pegada ecológica é a tradução de todos os usos de recursos naturais (solo, água, minérios, biodiversidade) por uma determinada atividade ou população, em uma unidade-padrão: metros quadrados de terra. 

A outra origem do termo, menos nobre, é uma campanha publicitária veiculada pela gigante do ramo petrolífero British Petroleum em 2000. Nela, a companhia procurava destacar a responsabilidade de cada um de nós, habitantes do planeta, na emissão dos gases de efeito estufa e assim reduzir, pelo menos diante da opinião pública, a responsabilidade das grandes empresas de petróleo no aquecimento global. 

A campanha foi tão bem-sucedida que pode ter tido o efeito contrário, já que popularizou o conceito da pegada de carbono de tal maneira que hoje ele é empregado não só para a produção de dióxido de carbono individual, mas também para a de empresas e até países, se tornando um conceito-chave no dimensionamento e na urgência da luta contra as mudanças climáticas. 

O que é

Uma pegada de carbono corresponde à emissão total de gases de efeito estufa causada, direta e indiretamente, por um indivíduo, organização, evento ou produto. Ela é calculada pela soma das emissões resultantes de cada etapa do ciclo de vida de um produto ou serviço, desde sua criação até o descarte ou encerramento. Durante a vida útil de um produto, ou ciclo de vida, diferentes gases de efeito estufa podem ser emitidos, como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), cada um deles com maior ou menor capacidade de reter calor na atmosfera. Para deixar o cálculo mais fácil, adotamos o carbono como unidade-padrão, mas todos esses gases entram na conta da pegada de carbono. 

Já CO2 líquido zero, também conhecido como neutralidade de carbono, ocorre quando um país, estado ou empresa remove a mesma quantidade de CO2 que produz. Carbono negativo significa que está sendo removido do ar mais CO2 do que se está emitindo. 

O tamanho da pegada

O tamanho médio da pegada de carbono no mundo por ano é de aproximadamente 4 toneladas por pessoa. No Brasil, chegamos a 8 toneladas e, nos Estados Unidos, a 16 toneladas. Para evitar um aumento de 2 ºC na temperatura média global, será necessário diminuir a pegada de carbono média para menos de 2 toneladas até 2050. Se você acha isso pouco, lembre-se de que a diferença de temperatura entre o gelo e a água no estado líquido é menor do que 1 °C. 

O desmatamento na Amazônia

No Brasil, alguns números são bastante preocupantes. Sabemos que quase metade das emissões de carbono no país tem origem no desmatamento. E isso é ainda mais alarmante na região amazônica, onde um hectare de floresta chega a armazenar até 150 toneladas de carbono. Os incêndios florestais, a ocupação ilegal de terras e o avanço da fronteira agrícola, fazem com que sete dos dez municípios que mais emitem carbono no país estejam localizados na região. 

O maior emissor do país não é um município com grande concentração de indústrias, nem tem uma população que divide o espaço num grande centro urbano. É São Félix do Xingu. O município paraense emite mais carbono do que países como Uruguai, Noruega, Chile, Croácia, Costa Rica e Panamá. Não por coincidência, São Félix do Xingu é o município com maior número de cabeças de gado no país e foi responsável, em 2019, por um terço de todo o desmatamento ocorrido na Amazônia. 

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